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Como a Inteligência artificial facilita o gerenciamento de ativos

By junho 18, 2018 agosto 6th, 2018 No Comments
gerenciamento de ativos

Dentre muitas outras funções, a inteligência artificial pode funcionar como um mecanismo de otimização de rotinas ou processos empresariais de forma geral. Sistemas voltados ao gerenciamento de ativos têm adotado técnicas de IA para transformar o fluxo de trabalho nas organizações. E o resultado é surpreendente.

Quer ver um exemplo prático?

O que acontece quando você posta uma foto com um grupo de amigos no Facebook? Automaticamente, o sistema por trás da rede social reconhece rostos e sugere marcações – a maioria delas corretas. Devemos isso à inteligência artificial, que nos oferece um trabalho muito mais rápido e melhor do que o feito por humanos.

Agora transfira essa funcionalidade ao gerenciamento de ativos digitais. Percebe o tamanho da metamorfose que pode ocorrer?

Combine o que há de mais moderno em IA com um sistema DAM para começar a ver diferenças na sua rotina profissional. Um digital asset management bem feito é aquele que não apenas armazena arquivos multimídia, mas principalmente consegue organizá-los e encontrá-los conforme a sua necessidade.

Para tanto, é imprescindível que as categorizações e marcações desse acervo sejam feitas com o máximo de detalhamento e precisão.

Um gerenciador inteligente é o melhor amigo dos produtores de conteúdo, pois identifica imagens automaticamente, fazendo todo trabalho operacional de forma exemplar.

Mas, de que outras formas a IA facilita o gerenciamento de ativos?

Isso é o que vamos ver agora:

#1 Através da detecção de objetos: quando um gerenciador de ativos digitais conta com facilidades tecnológicas, ele consegue detectar objetos específicos em cenas ou fotografias, filtrando os resultados com base nessa pesquisa.

#2 Através da busca por imagens similares: o algoritmo compara os ativos armazenados no DAM após o upload de uma imagem inicial que serve como base.

#3 Através do reconhecimento facial: por conseguir reconhecer automaticamente as tags e elementos presentes nos arquivos de mídia, a inteligência artificial identifica rostos específicos em meio a um grupo de pessoas.

Com metadados criados e relacionados, o usuário pode buscar ou filtrar materiais, encontrando exatamente o que procura em pouquíssimo tempo. Já pensou em como essas ferramentas podem agilizar o trabalho no escritório?

Você pode, por exemplo, procurar encontrar todas as imagens que foram feitas com o logotipo da empresa, ou então obter todos os arquivos do acervo nos quais o CEO aparece.

É claro que, para que o sistema funcione com baixa margem de erro, ele precisa receber treinamentos específicos e detalhados. Uma plataforma com poucos materiais de base pode não ter bagagem suficiente para criar uma infinidade de tags.

Portanto, quanto mais conteúdo o gerenciador de ativos digitais tiver em seu poder, mais rico serão os resultados de pesquisa fornecidos por ele.

Um artigo publicado no site DamNews afirma que um sistema de gestão de arquivos somente oferece real valor à empresa se:

– a maioria das imagens contém objetos que podem ser reconhecidos pela interface;

– o usuário aceitar que algumas palavras-chave podem estar erradas ou ausentes;

– o cadastro manual das informações não puder ser feito em menos tempo ou com menor investimento.

Em outras palavras, o impacto começa a ser notado quando o software é capaz de produzir marcações e categorias tão boas quanto (ou melhores que) aquelas inseridas por humanos, independentemente do tema que abordam.

O fundador da Big Vision LLC e especialista em assuntos voltados ao aprendizado da máquina, ou machine learning, Satya Mallick, afirmou em entrevista para a revista Time que uma das principais vantagens dos computadores sobre as pessoas é que eles não têm limitações humanas, como cansaço ou necessidades biológicas.

“A partir da perspectiva da IA, podemos treinar computadores para que sejam melhores que nós em muitas tarefas, como aquelas relacionadas ao reconhecimento visual. Essas tarefas têm uma coisa em comum: existe uma grande quantidade de dados que podemos reunir para resolvê-las, e elas são repetitivas. Qualquer atividade repetitiva que gera muitos dados será eventualmente aprendida por computadores.”

A vantagem, para nós, é possuirmos capacidades criativas e intuitivas – coisas que a máquina não tem. Trata-se de uma via de mão dupla, na qual temos a tecnologia assumindo ações mais mecânicas e operacionais, que demandam muito tempo e energia, aliada aos profissionais, que agora podem se concentrar mais e melhor em processos que exigem o talento e a experiência que são intrínsecos e exclusivos dos seres humanos.

Veja aqui em mais detalhes como gerar metadados com uma mãozinha da inteligência artificial.

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